terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Bíblia e o Celular


Já imaginou o que aconteceria se tratássemos a nossa Bíblia do jeito que tratamos o nosso celular?

E se sempre carregássemos a nossa Bíblia no bolso ou na bolsa?

E se déssemos uma olhada nela várias vezes ao dia?

E se voltássemos para apanhá-la quando a esquecemos em casa, no escritório... ?

E se a usássemos para enviar mensagens aos nossos amigos?

E se a tratássemos como se não pudéssemos viver sem ela?

E se a déssemos de presente às crianças?

E se a usássemos quando viajamos?

E se lançássemos mão dela em caso de emergência?

Mais uma coisa:

Ao contrário do celular, a Bíblia não fica sem sinal. Ela "pega" em qualquer lugar.

Não é preciso se preocupar com a falta de crédito porque Jesus já pagou a conta e os créditos não têm fim.

E o melhor de tudo: não cai a ligação e a carga da bateria é para toda a vida.

“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto"! (Is 55, 6)

Fonte: Pe. Léo Eterno

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Orando e aprofundando a Cura Interior

Ex 3, 11-12: “Moisés disse a Deus: Quem sou eu para ir ter com o Faraó e tirar do Egito os israelitas? Eu estarei contigo, respondeu Deus”.

Aqui aparece um grande complexo de inferioridade na vida de Moisés. Muitas vezes também nós acabamos nos convencendo de que não somos ninguém ou de que somos incapazes. Quantas marcas trazemos da infância ou da adolescência, quando nossos pais, irmãos, amigos ou professores nos humilharam com palavras pesadas e negativas?

O Senhor nos dá uma certeza: “Eu estarei contigo”. E é por isso mesmo que rezamos três vezes em todas as missas: Ele está no meio de nós. Ex 4, 10: “Ah, Senhor! Eu não tenho o dom da palavra; nunca o tive, nem mesmo depois que falastes ao vosso servo: tenho a boca e a língua pesadas”.

Quando Deus nos chama, nem mesmo um defeito ou uma fraqueza podem ser obstáculos. Não adianta dar desculpa. Deus nos dá sempre uma certeza: “Vai, pois eu estarei contigo!” (Ex 4, 12; 6, 12.30).

Abraço fraterno pelo Sagrado Coração de Jesus...


Jonathan Melo 09.01.10

Como viver bem o Tempo Comum?

Terminado Tempo do Natal com a Solenidade do Batismo do Senhor, a Igreja começa a caminhar como O Povo de Deus caminhou no deserto durante quarenta anos rumo a Terra Prometida. Nem só de festas e solenidades vive a espiritualidade da Liturgia, mas o dia a dia, a rotina, a Constância, traçados pela esperança e perseverança na caminhada. O aspecto mais forte deste tempo é a comunidade reunida para celebrar sua fé, tendo o Domingo como a Páscoa semanal, onde a Igreja, Povo de Deus, caminham juntos com o seu Senhor ressuscitado.

Espiritualidade e símbolos

Este longo período compreende 33/34 semanas. O tempo comum começa no dia seguinte à festa do Batismo do Senhor e vai até a terça-feira de carnaval, inclusive. Interrompido pelo ciclo pascal. Recomeça na segunda-feira depois de pentecostes e termina no sábado anterior ao 1° domingo do advento.

Sentido: O domingo é a páscoa de cada semana, dia da reunião da comunidade para escutar a Palavra e fazer a Ceia em memória da morte e ressurreição de Jesus.

Os primeiros domingos do tempo comum são marcados por um clima de manifestação do Senhor, da sua missão no mundo e do chamado dos discípulos. A atitude destes domingos é sugerida pela voz do Espírito que desceu sobre Jesus nas águas do Jordão: “Tu és meu Filho querido, o meu predileto”! Contemplamos Jesus como o iniciador do reino.

Além do domingo, como festa semanal, celebram-se nesta primeira parte as festas da apresentação do Senhor e a festa da conversão do apóstolo Paulo.

Símbolos

O gesto simbólico que caracteriza o domingo como dia memorial da páscoa é sempre a reunião da comunidade em torno da Palavra e da santa ceia. O evangelho de cada celebração às vezes inspira um símbolo ou gesto simbólico que marca um determinado domingo. Para ressaltar a dimensão pascal do domingo, está previsto oração e aspersão da água (no lugar do ato penitencial). Há ainda as músicas que expressam o sentido de cada domingo.

Fonte de pesquisa: http://www.apostoladoliturgico.com.br

Como viver bem este tempo:

Deixar-se conduzir pelo Espírito Santo de Deus, que nos guiará pela Palavra proclamada em cada liturgia;

Fazer crescer em nós o sentido de comunidade-Igreja, povo reunido para celebrar sua fé, que caminha como a grande família de Deus rumo a Terra Prometida: O Céu;

Centralizar a sua vida e pratica de fé no Mistério Pascal de Cristo que se realiza mos Sacramentos e plenamente na Eucaristia;

Adestrar os sentidos para colher a Vontade de Deus nos pequenos gestos, nas coisas simples do dia a dia e na pratica comum da fé e da caridade.

As celebrações festivas da Virgem Maria e dos Santos nos finalizam a fidelidade de Deus e daqueles que nos precederam mos mistérios da nossa fé.

Oração: Senhor quero caminhar contigo e com os meus irmãos vivendo os mistérios de nossa fé e crescendo em sabedoria e graça. Quero escutar Tua Palavra e deixar-me conduzir pelo Teu Espírito, buscando a Eucaristia e a santidade na rotina dos meus dias, tentando fazer o ordinário de maneira extraordinária. Conto com a intercessão da bem-aventurada Virgem Maria e meus amigos santos, que me precederam na Terra Prometida tomando posse da Salvação conquistada por Nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém

Pe. Luizinho, Com. Canção Nova.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Reflexão do Evangelho do Dia (07/01/2011)


Evangelho - Lc 5,12-16

“Aconteceu que Jesus estava numa cidade, e havia aí um homem leproso. Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés, e pediu: "Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar." Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: "Eu quero, fica purificado." E, imediatamente, a lepra o deixou. E Jesus recomendou-lhe: “Não digas nada a ninguém. Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela purificação o prescrito por Moisés como prova de tua cura.” Não obstante, sua fama ia crescendo, e numerosas multidões acorriam para ouvi-lo e serem curadas de suas enfermidades. Ele, porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração.”

Reflexão - Lc 5, 12-16

Uma das características fundamentais do evangelho segundo São Lucas é a apresentação da dimensão orante de Cristo. Muitas vezes, vemos que Jesus se afasta da multidão e procura lugares solitários com a finalidade de entregar-se à oração. Mas a oração de Jesus não é uma fuga da realidade ou um afastamento dos sofrimentos das pessoas. O encontro amoroso de Jesus com o Pai está sempre relacionado com o encontro amoroso que ele tem com as outras pessoas, principalmente com os que sofrem, como nos mostra o evangelho de hoje, que antes do seu encontro com Deus, ele se encontra com o leproso e o cura para que, cumprindo as exigências da lei, possa ser reintegrado na sociedade.

Sem. Gabriel Debatin

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Reflexão do Evangelho do Dia (06/01/2011)


Evangelho - Lc 4,14-22a


“Naquele tempo, Jesus voltou para a Galiléia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza. Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam. E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: "O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos
e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor." Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se.
Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Então começou a dizer-lhes: "Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir." a Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca.”

Reflexão - Lc 4, 14-22a

Jesus é enviado por Deus, ungido e consagrado pelo Espírito Santo para a missão evangelizadora, que implica não somente na salvação da alma, nem apenas nas coisas temporais, mas na libertação integral da pessoa humana. Isso significa para nós que a missão da Igreja, que é continuadora da missão do próprio Cristo, não pode ser reduzida à dimensão espiritual da pessoa humana, mas deve levar em conta a pessoa humana como um todo, considerando todas as dimensões da existência humana. Sendo assim, todos os problemas relacionados à existência humana são de competência da Igreja e objetos da ação evangelizadora. Entretanto, não se deve jamais assumir posições extremistas, como a chamada Teologia da Libertação, que cuida apenas do corpo, do físico, e esquece do espírito. É necessário equilíbrio. A ação evangelizadora da Igreja deve manter o apreço pela dimensão espiritual do ser humano, mas não esquecer do quesito matéria, que tanto foi esquecido durante a Idade Média.


Sem. Gabriel Debatin

Aprofundando a Luz da Palavra (06/01/2011)

“Como a corça deseja as águas correntes, assim a minha alma anseia por ti, ó Deus”. (Sl 42, 2)

Como a corça deseja as águas e minha alma deseja o teu Espírito Santo ó Senhor.

A minha alma, como a sua e como a de todos os nossos irmãos procura e deseja pelo Deus invisível, aquele que tudo pode, tudo vê e tudo sabe.

O Espírito Santo de Deus deve ser desejado em nossas vidas, Ele nos dá os seus sete dons inspirados no livro do Profeta Isaías: “Sobre ele há de pousar o espírito do Senhor, espírito de sabedoria e compreensão, espírito de prudência e valentia espírito de conhecimento e temor do Senhor.” (Is 11, 2)

Nossos corações devem desejar para nossas vidas os dons que o Espírito Santo nos concede. É Ele quem manifesta a diversidade de dons (1Cor 12, 4-11). E também é Ele que estava no Senhor durante a sua vida, pois o Evangelho do hoje nos fala de Jesus na sinagoga: “Foi então a Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, no dia de sábado, foi à sinagoga e levantou-se para fazer a leitura. Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, encontrou o lugar onde está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa Nova aos pobres: enviou-me para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista; para dar liberdade aos oprimidos e proclamar um ano de graça da parte do Senhor”. Depois, fechou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-se. Os olhos de todos, na sinagoga, estavam fixos nele. Então, começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir.” (Lc 4, 16-21)

Nós devemos clamar ao Senhor por esse Espírito que dá a vida e nos concede Luz na caminha rumo ao Pai.

Saymon Alves Meyer

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Caminhar sob o olhar de Jesus

E continua o diálogo com seu médico Dr. Roque:
"-No dia da primeira pregação vi que não estava bem, pois não conseguia desenvolver a palestra com a desenvoltura de sempre. Não conseguia achar graça em nada. Você sabe muito bem, doutor, que gosto de fazer alguma graça, para chamar a atenção do povo, mas naquele dia, nada dava certo, nada estava bom. Quando terminei a pregação, até falei para o padre Jonas que minha fala naquele dia não tinha sido boa. Acho que foi uma das piores da minha vida.
No dia seguinte acordei com uma dor muito forte do lado direito da barriga, que me impedia de respirar, de me mexer, de andar... Fomos a Guaratinguetá onde após exame pediram que eu fizesse um ultra-som de abdome que mostrou nódulos no fígado...
No dia seguinte, enquanto almoçávamos na casa do padre

Jonas, comecei a sentir minha boca estranha, repuxando como das outras vezes, mas foi ficando mais forte incontrolável e daí para frente não sei mais nada, mal me lembro de ter estado em outro hospital". (do livro: "Médico, graças a Deus!")

Acampamento de Carnaval, Canção Nova, dia 27 de Fevereiro de 2006, padre Léo faz a sua última pregação daquele carnaval, com o tema: “A verdade é o caminho para felicidade”. No dia 28, terça feira de carnaval, padre Léo é internado no hospital do Vale do Paraíba, com convulsão.

Um anjo desceu do céu para agitar as águas de sua vida. No meio de uma multidão de enfermos, esperando para entrar naquele tanque, Jesus o escolheu. Jesus o visitou para lhe devolver a liberdade. Afinal foi para a liberdade que Cristo nos resgatou!
Em busca da liberdade, ele caminhou para encontrar o verdadeiro sentido de sua existência, e experimentou o poder da cruz de Cristo em sua vida. E foi ali, aos pés da cruz e diante do coração transpassado de Jesus, ele viveu a mais profunda experiência da presença de Deus. O amor de Deus estava na sua dor, no seu sofrimento, na secura do deserto, nas suas ''noites escuras''. Recebeu muitas graças que o despertou para a vida.

E Jesus estava ali para lhe dar as últimas instruções. Não teve mais nada a fazer a não ser obedecê-lo. Traçou uma meta: a sua santificação.
A partir daí, tomou consciência de que tinha que caminhar para a sua vida plena. Dependia de uma fé viva, muito mais do que quando se encontrou com Jesus pela primeira vez.
Começa, então uma nova história: uma história de conversão, uma história de fidelidade ao Senhor, uma história trilhada sob o olhar de Jesus, caminho de dor e de sofrimento.

Jesus convida-o a subir a montanha para ter uma nova experiência com o seu Senhor. Ele vai ser transfigurado com Jesus.
A grande conversão, aconteceu gota a gota, no silêncio da dor, no grito da alma, em cada lágrima derramada.

Feliz é aquele que segue seu caminho confiando em Deus!
E com essa fé, caminhou...

Fonte: Padre Léo Eterno

Reflexão do Evangelho do Dia


Mc 6,45-52

“Depois de saciar os cinco mil homens, Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar. Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra. Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles andando sobre as águas, e queria passar na frente deles. Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: "Coragem, sou eu! Não tenhais medo!" Então subiu com eles na barca. E o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães.O coração deles estava endurecido.”

Reflexão

Jesus, ao caminhar sobre as águas, releva aos seus discípulos que é Deus, isso porque, segundo as Escrituras, somente Deus pode caminhar sobre o mar. Podemos ver isso no livro de Jó: “Sozinho ele estende os céus e caminha sobre as alturas dos mares” (Jó 9, 8) e no livro dos Salmos: “No mar abriste o teu caminho, tua passagem nas águas profundas, e ninguém conseguiu conhecer os teus rastros” (Sl 76, 20). Tal ato simbólico faz com que sua divindade seja verdadeiramente reconhecida, refutando todas as hipóteses de que Jesus Cristo seja apenas um profeta ou um iluminadado. Cristo é Deus, juntamente com o Pai e com o Espírito. A revelação da divindade de Jesus continua na mesma passagem quando ele fala aos discípulos: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!”, atribuindo para si o mesmo nome que Deus atribuiu a si na passagem da sarça ardente, quando revela o seu nome a Moisés. Pode-se dizer que esta é uma pré-transfiguração de Nosso Senhor Jesus Cristo. “Então subiu com eles na barca. E o vento cessou.” Se temos Deus conosco, na nossa vida, na nossa ''barca'', não precisamos ficar espantados e com medo assim como os discípulos. Deus é onipotente, tudo pode; onisciente, tudo sabe; e onipresente, em tudo está. Pra que temer os males da vida se temos tão grande e magnânimo ser conosco?

Sem. Gabriel Debatin

Aprofundando a Luz da Palavra


“Feliz aquele cuja culpa foi cancelada e cujo pecado foi perdoado”. (Sl 32, 1)

Feliz o homem cuja consciência leva ao arrependimento e se reconhece como pecador e necessitado da Misericórdia do Senhor.

Temos a certeza de que Deus nos perdoa e manifesta a sua Misericórdia através de seu Filho, Jesus Cristo. Cabe a nós pecadores o arrependimento para recebermos o perdão Salvador de Deus.

Deus não nos fez como adversários, pelo contrário, Ele nos fez como amigos. Desde o momento em quem o homem fracassou, Deus o pegou no colo e lhe deu a chance de ter uma vida nova. Essa vida nova foi realizada na vinda de Jesus, pela qual nos veio trazendo a Salvação.

São Paulo escreve aos Efésios: “E reconciliando os dois com Deus, em um só corpo, mediante a cruz, na qual matou a inimizade”. (Ef 2, 16)

Cristo matou a inimizade, depois disso nós nos tornamos mais fortemente amigos de Deus. Cristo nos fez co-herdeiros do Pai por graça e amor do D’Ele.

Por isso cantamos juntamente com São Paulo quando ele escreve aos Gálatas: “Quanto a mim, que eu me glorie somente na cruz do nosso Senhor, Jesus Cristo. Por Ele, o mundo está crucificado para mim, como estou crucificado para o mundo”. (Gl 6, 14)


Saymon Alves Meyer

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Maria: Educadora do Filho de Deus

1. Embora tenha ocorrido por obra do Espírito Santo e de uma Mãe Virgem, a geração de Jesus, como a de todos os homens, conheceu as fases da concepção, da gestação e do parto. Além disso, a maternidade de Maria não se limitou apenas ao processo biológico do gerar, mas, como ocorre para qualquer outra mãe, deu também uma contribuição essencial para o crescimento e o desenvolvimento do filho. Mãe é não só a mulher que dá à luz um filho, mas aquela que o cria e o educa; antes, podemos dizer que a tarefa educativa é, segundo o plano divino, o prolongamento natural da procriação. Maria é a Mãe de Deus não só porque gerou e deu à luz o Filho de Deus, mas também porque O acompanhou no seu crescimento humano.

2. Poder-se-ia pensar que Jesus, possuindo em Si a plenitude da divindade, não tenha tido necessidade de educadores. Mas o mistério da Encarnação revela-nos que o Filho de Deus veio ao mundo numa condição humana em tudo semelhante à nossa, exceto no pecado (Heb 4, 15). Como acontece para cada ser humano, o crescimento de Jesus, da infância até à idade adulta (Lc 2, 40), precisou da ação educativa dos pais. O Evangelho de Lucas, particularmente atento ao período da infância, narra que Jesus em Nazaré era submisso a José e a Maria (Lc 2, 51). Essa dependência mostra-nos Jesus na disposição a receber, aberto à obra educativa de sua mãe e de José, que exerciam a sua tarefa também em virtude da docilidade por Ele constantemente manifestada.

3. Os dons especiais, de que Deus tinha cumulado Maria, tornavam-na particularmente idônea a desempenhar a tarefa de mãe e educadora. Nas circunstâncias concretas de todos os dias, Jesus podia encontrar nela um modelo a seguir e a imitar, e um exemplo de amor perfeito para com Deus e os irmãos. Ao lado da presença materna de Maria, Jesus podia contar com a figura paterna de José, homem justo (Mt 1, 19) que assegurava o necessário equilíbrio da ação educativa. Exercendo a função de pai, José cooperou com a sua esposa para tornar a casa de Nazaré um ambiente favorável ao crescimento e à maturação pessoal do Salvador da humanidade. Iniciando-O depois no duro trabalho de carpinteiro, José permitiu a Jesus inserir-se no mundo do trabalho e na vida social.

4. Os poucos elementos que o Evangelho oferece, não nos consentem conhecer e avaliar completamente as modalidades da ação pedagógica de Maria para com o seu Filho divino. Sem dúvida, foi ela, juntamente com José, que introduziu Jesus nos ritos e prescrições de Moisés, na oração ao Deus da aliança mediante o uso dos Salmos, na história do povo de Israel centrada no êxodo do Egito. Dela e de José, Jesus aprendeu a freqüentar a sinagoga e a realizar a peregrinação anual a Jerusalém, por ocasião da Páscoa. Olhando para os resultados, podemos sem dúvida deduzir que a obra educativa de Maria foi muito incisiva e profunda, e encontrou na psicologia humana de Jesus um terreno muito fértil.

5. A tarefa educativa de Maria, dirigida para um filho tão singular, apresenta algumas características particulares em relação ao papel das outras Mães. Ela garantiu apenas as condições favoráveis para que se pudessem realizar os dinamismos e os valores essenciais de um crescimento, já presentes no Filho. Por exemplo, a ausência em Jesus de qualquer forma de pecado exigia de Maria uma orientação sempre positiva, com a exclusão de intervenções corretivas para com Ele. Além disso, se foi a Mãe que introduziu Jesus na cultura e nas tradições do povo de Israel, será Ele, desde o episódio do encontro no Templo, a revelar a plena consciência de ser o Filho de Deus, enviado para irradiar a verdade no mundo, seguindo exclusivamente a vontade do Pai.

De “mestra” do seu filho, Maria torna-se assim a humilde discípula do divino Mestre por ela gerado. Permanece a grandeza da tarefa da Virgem Mãe: desde a infância até à idade adulta, ela ajudou o Filho Jesus a crescer “em sabedoria, em estatura e em graça” (Lc 2, 52) e a formar-se para a Sua missão. Maria e José emergem por isso como modelos de todos os educadores.

Eles sustêm-nos nas grandes dificuldades que hoje encontra a família e mostram-lhes o caminho para chegar a uma formação incisiva e eficaz dos filhos. A sua experiência educadora constitui um ponto de referência seguro para os pais cristãos, chamados, em condições cada vez mais complexas e difíceis, a pôr-se ao serviço do desenvolvimento integral da pessoa dos seus filhos, para que vivam uma existência digna do homem e correspondente ao projeto de Deus.